Royal Enfield - Test Ride!
Spoiler: A Royal Enfield é uma moto divertidíssima!
Sim, já dei o veredito logo de cara, mas isso é mais o importante? Quando vemos um filme, na maioria das vezes sabemos que o mocinho vai vencer o vilão e ficar com a mocinha. Portanto, o que importa não é tanto o final, mas sim a jornada, o que acontece no meio que leva até a conclusão da história.
Então saber que eu curti muito a Royal Enfield é só uma pequena fração do todo.
Sem mais delongas vou lhes contar como foi a jornada a Terra Média... digo, a Serra Negra com as motos da Royal Enfield.
Representando o Garagem Cafe Racer e o Cafe Racer Brasil, dia 25 de abril de 2017 saí da Boutique da Royal Enfield no número 2070 da avenida República do Líbano, indo direto para o Hotel Histórico Fazenda Dona Carolina em Itatiba, interior do Estado de São Paulo onde as motos da Royal Enfield estariam esperando para o Test Ride, não só eu é claro, mas jornalistas, vloggers, influenciadores, etc.
O trajeto era de 70 km de ida e mais 70 km de volta com os 3 modelos da Royal Enfield disponíveis, lembrando; a Classic, a Bullet e a Continental GT.
O destino era o Hotel Pousada Shangri-la, na Serra Negra.
Após uma breve apresentação, orientações de segurança, regras e itinerário, seguimos para o local onde as motos estavam nos esperando. Lá estavam 19 modelos divididos entre os já supracitados.
Sim, já dei o veredito logo de cara, mas isso é mais o importante? Quando vemos um filme, na maioria das vezes sabemos que o mocinho vai vencer o vilão e ficar com a mocinha. Portanto, o que importa não é tanto o final, mas sim a jornada, o que acontece no meio que leva até a conclusão da história.
Então saber que eu curti muito a Royal Enfield é só uma pequena fração do todo.
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| Pilotos e motos a postos para o começo do Test Ride |
Representando o Garagem Cafe Racer e o Cafe Racer Brasil, dia 25 de abril de 2017 saí da Boutique da Royal Enfield no número 2070 da avenida República do Líbano, indo direto para o Hotel Histórico Fazenda Dona Carolina em Itatiba, interior do Estado de São Paulo onde as motos da Royal Enfield estariam esperando para o Test Ride, não só eu é claro, mas jornalistas, vloggers, influenciadores, etc.
O trajeto era de 70 km de ida e mais 70 km de volta com os 3 modelos da Royal Enfield disponíveis, lembrando; a Classic, a Bullet e a Continental GT.
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| Pareço até gente na bela Royal Enfield Continental GT vermelha |
Após uma breve apresentação, orientações de segurança, regras e itinerário, seguimos para o local onde as motos estavam nos esperando. Lá estavam 19 modelos divididos entre os já supracitados.
Como o nome deste blog já diz, era óbvio que parti direto para a Continental GT, a cafe racer da RE, e por acaso peguei a versão com ABS, algo que será importante frisar mais para frente nesse texto.
Comboio saindo do Hotel, 'bora pegar estrada e avaliar a moto.
A altura da mesma é boa, mesmo eu possuindo a estatura do Homem Formiga. Sim deu pé, ainda que levantando os calcanhares, mas aqui vale uma observação, tenho 1,66m e haviam outros ali que tinham a mesma altura, mas não só isso influencia em tocar o chão, mas também a grossura das pernas, essas mesmas pessoas com a mesma altura, tinham mais facilidade em tocar o chão pois suas pernas eram mais finas. As minhas coxas de ciclista não facilitaram minha vida.
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| Caju da FF Motorcycles esmerilhou a Bullet pra testar a resistência da danada |
Além disso, meus braços são como os dos Tiranossauro Rex, curtinhos, então fiquei no limite para segurar os semiguidões. Ficou desconfortável? Não, mas vale a observação.
Como estavamos em comboio, obviamente que não havia muito espaço para esticar com a moto, mas de qualquer forma, deu para brincar e experimentar a aceleração que era muito boa.
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| Posição na Classic é ereta e confortável |
Um receio que tinha era quanto ao câmbio, não por ter ouvido falar algo de ruim ou qualquer coisa do tipo, mas sim porque a pouco mais de um mês fui atropelado por um ônibus quando andava de bike (calma, calma, o ônibus passa bem) e meu pé esquerdo ainda dói da pancada. Mas felizmente o câmbio é uma manteiga e passar as marchas foi tranquilo e nem lembrei que meu pé doía.
O torque da moto é ótimo, forte mas sem dar sustos. Como todos já sabem, não é uma moto que prima pela cavalaria mas que tem força para ultrapassagens com segurança.
Como a Continental GT é uma Cafe Racer, os semiguidões, ainda que fiquem acima da mesa e não fixados direto nas bengalas, cansam um pouco as mãos devido a posição mais avançada.
As pedaleiras também são levemente recuadas em relação aos outros dois modelos.
Uma sequência de aclives cheios de curvas serviram para testar a qualidade do chassi e dos freios e os dois passaram com louvor. A ciclística é bastante acertada e a moto é muito fácil de levar.
Chegando ao nosso destino, fizemos uma parada para fotos, almoçar e dar aquela esticada básica de pernas.
Na volta, peguei a Classic cromada que estava de olho desde que a vi no início do dia. Não sou um fã de cromados, mas essa moto toda cromada com faixas pretas eu tive que dar o braço a torcer, é linda! E pra mim, é um dos modelos mais interessantes para customização. Dá pra fazer miséria com ela, pode confiar! O trecho que rodei com a mesma foi curto e logo peguei a Continental GT novamente, só que desta vez na versão preta, também com ABS.
No começo do texto disse que o ABS da Continental GT seria importante, lembram? Pois bem, estava eu me divertindo, descendo por diversas curvas a 80 km/h, a moto é tão fácil de levar que acabei me empolgando demais e perdi o ponto da curva, erro crasso meu. O resultado foi positivo graças aos ótimos freios com ABS. Portanto, se você é um piloto novato ou mesmo um piloto experimentado que quer se divertir sem sustos, vai de ABS.
Após esse susto, voltei a pegar a Royal Enfield Classic, agora na versão azul fosca que também é muito bonita. Com ela rodei por volta de 50 km até o destino final.
A Classic é um pouco mais baixa, então facilita para nós que não fomos agraciados pela genética com a estatura do Kobe Bryant.
Na primeira Classic notei que o motor tinha uma batida irregular, já na segunda que estava com mais quilometragem, não senti isso e foram 50 km muito gostosos de rodar em velocidade que chegaram a 145km /h no velocímetro.
A posição de pilotagem é mais ereta, com os pés mais avançados que na Continental e com o braços mais relaxados. Definitivamente, na cidade e na estrada em viagens mais longas ela cansa menos que a mais racing GT.
Agora, vamos falar sobre a vibração. Em nenhum momento a vibração do motor monocilíndrico me incomodou, mas os espelhos retrovisores tremem bem em velocidades acima dos 70 km/h.
Sobre o acabamento das motos, das 4 unidades que andei, apenas um deles notei alguns problemas. A Continental GT preta já tinha a tinta das letras do miolo de ignição descascadas. Além disso, o velocímetro e contagiros, assim como as setas dianteiras deixaram umidade entrar. São coisas simples, que podem ser facilmente corrigidas.
No fim do dia, a sensação que ficou foi de que as motos são extremamente divertidas, gostosas de rodar e uma opção muito boa principalmente para aqueles que não tem tanta experiência com motos e não querem andar nessas motos comuns que vemos todos os dias em nossas ruas, utilitárias e nakeds com visual que fica rapidamente datado, cheias de plástico. São motos com cara de moto, bonitas, com força suficiente para rodar tranquilo na cidade e em viagens sejam elas curtas ou longas.
Após dizer então que adorei as motos e recomendo-as a pergunta final seria... dos três modelos, qual eu escolheria? Bem, não é uma pergunta fácil de ser respondida, a Bullet além de ser a mais barata, (18 mil) também é a mais racional estilisticamente, olhando pra ela, vejo facilmente customizações brats ali. A Classic, já é superestilosa, chama atenção de longe com seu visual do começo do século passado. Com certeza é uma moto de torcer pescoços e também pode ser customizada de forma bastante pesada ou deixada original, tanto faz, é linda (Royal Enfield, aceito a cromada, obrigado). Já a Continental GT, essa é uma moto excelente pra cidade, pra se divertir na estrada e também em pista. Lembrando que ela cansa um pouco por conta da posição mais racing, mas não é nada absurdo. Ela não tem velocidade final pra concorrer com motos acima de 300cc, mas tem um torque muito bom e um comportamento dinâmico que pode ser uma escola para quem não quer se aventurar ainda em motos assustadoramente super potentes e super caras. E claro, tem esse visual cafe racer sem gastar um centavo a mais. Mas se o feliz proprietário quiser, há muito espaço pra brincar e deixa-la com sua cara.
Mas como o nome desse blog não nega, a minha inclinação ainda é a cafe racer da Royal Enfield e a Continental GT foi a que eu mais curti pilotar.
O torque da moto é ótimo, forte mas sem dar sustos. Como todos já sabem, não é uma moto que prima pela cavalaria mas que tem força para ultrapassagens com segurança.
Como a Continental GT é uma Cafe Racer, os semiguidões, ainda que fiquem acima da mesa e não fixados direto nas bengalas, cansam um pouco as mãos devido a posição mais avançada.
As pedaleiras também são levemente recuadas em relação aos outros dois modelos.
Uma sequência de aclives cheios de curvas serviram para testar a qualidade do chassi e dos freios e os dois passaram com louvor. A ciclística é bastante acertada e a moto é muito fácil de levar.
Chegando ao nosso destino, fizemos uma parada para fotos, almoçar e dar aquela esticada básica de pernas.
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| Royal Enfield Classic, a bela cromada sofre nessa poeira... |
No começo do texto disse que o ABS da Continental GT seria importante, lembram? Pois bem, estava eu me divertindo, descendo por diversas curvas a 80 km/h, a moto é tão fácil de levar que acabei me empolgando demais e perdi o ponto da curva, erro crasso meu. O resultado foi positivo graças aos ótimos freios com ABS. Portanto, se você é um piloto novato ou mesmo um piloto experimentado que quer se divertir sem sustos, vai de ABS.
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| Túnel de Bambu em Morungaba |
A Classic é um pouco mais baixa, então facilita para nós que não fomos agraciados pela genética com a estatura do Kobe Bryant.
Na primeira Classic notei que o motor tinha uma batida irregular, já na segunda que estava com mais quilometragem, não senti isso e foram 50 km muito gostosos de rodar em velocidade que chegaram a 145km /h no velocímetro.
A posição de pilotagem é mais ereta, com os pés mais avançados que na Continental e com o braços mais relaxados. Definitivamente, na cidade e na estrada em viagens mais longas ela cansa menos que a mais racing GT.
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| A Continental GT negra o o piloto tarja preta... |
Sobre o acabamento das motos, das 4 unidades que andei, apenas um deles notei alguns problemas. A Continental GT preta já tinha a tinta das letras do miolo de ignição descascadas. Além disso, o velocímetro e contagiros, assim como as setas dianteiras deixaram umidade entrar. São coisas simples, que podem ser facilmente corrigidas.
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| E o comboio segue feliz e faceiro para o fim de um ótimo dia |









