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segunda-feira, 27 de março de 2017

Cafe Racer de fábrica com Honda CG 125 1980 - Fernando Casado

É muito comum ouvirmos e/ou lermos "essa moto é nível gringo" quando falamos de motos customizadas.
Pois bem, aqui vai um projeto que estabelecerá um novo padrão de qualidade, que servirá para os gringos dizerem "Uau! Essa moto é nível brasileiro!".
Mas vamos contar a história desse projeto antes de qualquer coisa. Fernando Casado, estudante de design de produto da Universidade Estadual de Maringá tem uma paixão por motos e curte customização, logo, é de se esperar que esse bichinho começasse a morde-lo.
Você está fazendo um curso que lhe dá acesso a um laboratório de prototipagem e quer construir uma Cafe Racer, o que faz então?! Óbvia essa resposta, não?!
Então em 2015 o projeto começa, com algumas diretrizes, como ser um projeto reversível e ter proporções corretas.
A moto escolhida foi uma Honda CG 125 1980, a nossa guerreirinha, moto durável, econômica, de fácil manutenção, que tinha detalhes como o tanque que agradam o Fernando e com um detalhe que poucos enxergam por incrível que pareça, um quadro extremamente amigável, que com um ótimo trabalho, não precisa de nenhuma intervenção. Esse detalhe merece um parêntesis, ouço e leio muito essa discussão descabida sobre "mete a serra" versus "deixa ela original". Isso não precisa ser uma discussão quando o projeto é muito bem pensado como essa CG 125 foi. A moto não precisa de modificações porque o seu quadro assim como a maioria de suas contemporâneas eram retos, o que facilita projetos como esse. Já motos modernas, mesmo as pós anos 70, são poucas que consegue-se um resultado acima da média sem que tenha o chassi retrabalhado.
Após decidido o caminho a seguir, e adquirida a moto, era hora de colocar a mão na massa. Para isso, peças importadas foram compradas e outras fabricadas no laboratório já supracitado.
Peças como uma tampa de carburador que foi feita em impressora 3d com a inscrição “café racer 1980”, banco em fibra de vidro com espuma injetada e couro recobrindo tudo, farol auxiliar olho de boi com soquete e lâmpadas trocados e lente pintada em verniz vitral vermelho, suporte em metal para chave e velocímetro feito em chapa de metal, suporte de placa e lanterna fabricados em aço.
Toda a fiação da luz de freio foram inteligentemente passadas por dentro da capa da corrente, dessa forma nenhum fio ficou a mostra. Para a fixação do para-lama traseiro foi feita uma peça encaixada no furo traseiro do quadro, e no centro dessa peça o para-lama foi parafusado no furo original onde passa a fiação para luz de freio, dessa forma não foi feito nenhum tipo de furo no para-lama preservando a originalidade da peça. Normalmente não gosto de paralamas grandões na traseira, mas o resultado final me agradou.
Setas bullet, farol de intruder, olho de gato da ml 125, mangotes de colheitadeira que serviram perfeitamente nos amortecedores, manoplas old school, velocímetro old school cromado, capa da corrente cromada da CG 1990, quadro elástico (balança) de CG 1990 que é 6 cm mais longo, par de relógios presos no guidão estilo morcego (um para hora e outro termômetro de ambiente), friso cromado em forma de U para acabamento na base do tanque e escapamento megafone, completam a atenção aos detalhes.
Fernando tinha em mente fazer uma Cafe Racer como se a mesma tivesse sido projetada pela própria Honda em 1980, por isso, pintura e grafismos, detalhes em cromo e as próprias peças de customização que remetem a época foram mantidos e embelezam a moto.
Tudo foi feito de forma que a estrutura original fosse mantida intacta, portanto, muitas das peças vistas nesse projetos são removíveis apenas desaparafusando-as, assim a moto em poucas horas volta a ser a CG original de sempre. Mas vendo esse projeto, alguém pensa em voltar ela ao original?!
Algo que o Fernando preza são as proporções como já mencionei nos primeiros parágrafos, mas entre querer algo e saber fazer algo, pode haver um abismo, mas que graças a São Soichiro Honda, isso aqui não ocorreu.
As proporções são extremamente bem acertadas, tudo parece ter sido pensado como se fosse fabricada nos anos 70/80.
Mas a peça que mais me chamou a atenção e que denota que essa moto não é original é sem sombra de dúvida o conjunto rabeta/banco. Que peça maravilhosa! Suas linhas, proporções junto com o grafismo da Honda a tornam uma peça digna de exaltação.
Trabalhar com essa CG despertou em Fernando uma paixão ainda maior pelas motos e pela customização e portanto até 2019 mais dois projetos podem aparecer, uma outra Café Racer e uma Bobber.
Para finalizar, na minha humilde opinião, essa longa espera valerá a pena. A primeira moto já é um arrasa quarteirão, imaginem o que podemos esperar para o futuro?!
Agora, Honda do Brasil, que tal contratar o Fernando Casado, hein?! #ficaadica!

quarta-feira, 2 de março de 2016

Vista-se com o Garagem Cafe Racer

Atendendo a pedidos (em especial da minha mulher, que mandou eu ganhar algum din din com o garagem...), acabei por lançar a "grife"   Garagem Cafe Racer: Através do site do garagem cafe racer no vitrine pix, você pode comprar as camisetas que desenhei com carinho e esforço.
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